Ontem vimos uma ameaça de bomba no aeroporto de Guarulhos, e isto me fez lembrar de dois dos meus melhores momentos de viagem, então vou fazer essa série, em duas partes, para recordar.

Local: Paris

Data: 22/01/2008

Era meu último dia na Cidade Luz e eu tinha acabado de visitar a Tour Montparnasse, então o maior prédio de Paris, mas ainda assim menor  que a Torre Eiffel. É um destino interessante, já que se pode subir ao terraço do prédio, com uma vista incrível da cidade. Como, na época, não estavam permitindo subir até o observatório superior da Eiffel, era a melhor vista. Existem alguns projetos em La Défense para construção de prédios maiores, mas como essa área é mais afastada, a Tour Montparnasse ainda é um dos melhores pontos a se visitar.

Logo após descer do prédio, comecei a andar um pouco. Podia ter ido à Galerie Lafayette que fica logo abaixo, mas não é minha praia. Comecei a andar um pouco pelas ruas, passei por uma pequena lanchonete de döner kebab, mas por algum motivo resolvi não comer. Para quem não sabe, é uma espécie de churrasco grego (que tem uma má fama incrível aqui no Brasil, mas os que eu comi pela Europa eram ótimos) dentro de um pão árabe com vários condimentos – recomendado.

Então, resolvi pegar o metrô. Não lembro ao certo, mas acho que era a Linha 4, em direção a Cité.

Alguns minutos depois de subir no metrô, ele pára em alguma estação. Até aí, tudo bem. Pessoas sobem, pessoas descem. As portas se fecham. Mas o carro não anda. E permanece lá uns minutos. Depois de algum tempo, uma voz no alto-falantes diz qualquer coisa. Meu parco francês não é suficiente para entender bulhufas.

As pessoas continuam sentadas e o tempo continua passando.

Depois de uma eternidade, novamente a voz do além nos alto-falantes aparece, as portas se abrem e todos começam a sair. O que diabos acontecia?

Pior, parecia que todo mundo estava saindo da estação, até mesmo as pessoas que esperavam outras linhas.

De volta à superfície, eu tentando ao menos compreender o que acontecia, vi que todos se dirigiam a um ponto de ônibus, que ficou superlotado.

Lá, vejo uma senhora que estava no mesmo carro que eu e falava em inglês ao celular. Quando ela desligou, resolvi me aproximar e perguntar o que tinha acontecido, e eis que ela me responde que alguém disse a ela que encontraram uma bolsa ou mala perdida dentro do metrô e que tinham evacuado para o caso de ser uma bomba.

Até hoje eu não sei se ela estava zoando comigo, se zoaram com ela, ou se corri o risco de explodir num metrô.

Chances são de que o carro teve um problema técnico, mas…