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Relembrando 2006

Escrevi o texto abaixo no fotolog (sim, eu tive um) em 1 de julho de 2006, logo após o Brasil perder para a França na Copa, e reproduzo-o hoje, dia em que o Brasil perdeu para a Holanda na Copa de 2010. Na verdade, é apenas para contrastar com o fato de que eu, hoje, não me importo mais nem um pouco.

O jogo de hoje devia ficar marcado como jogo da apatia.
Apatia de um time, ou pelo menos um apanhado de jogadores reunidos.
Apatia de jogadores. Desmotivação em defender seu país? Jogadores, os melhores do mundo. Jogadores, estrelas da copa. Jogadores, que não quiseram jogar.
Apatia de um técnico. Sobre isso nem é preciso comentar.

E, sinceramente, tenho pena daqueles que pagaram mais de 500 Euros para assistir a essa tragédia (ou será comédia?).

Pontos altos do jogo? Para mim, não estiveram em campo, mas fora dele. E são dois:
Primeiro, um técnico que, perdendo o jogo, aos 40 minutos do segundo tempo, está calmamente sentado no banco olhando para o relógio… E que cena diferente do jogo anterior, em que o Felipão não parava um minuto no banco, gritava, incentivava.
Segundo, uma torcida, entoando uma frase bastante conhecida no Brasil mas que nunca se pensou em se ouvir durante uma Copa do Mundo: ‘Ei, Parreira, vai tomar no …’.

Parabéns aos franceses, que se comportaram como time. Allez les bleus.
E a prece para que nunca mais precisarmos ter de aturar o Parreira novamente.

E o que muda na vida? Nada, nós continuamos na mesma e eles continuam milionários.

Momento cultural

É, eu ando compulsivo… ao menos, por algo útil. Ando comprando mais livros do que eu posso ler. Muito mais.

Mal terminei de Excalibur, último livro da ótima série Crônicas de Artur, do escritor inglês Bernard Cornwell, já comprei os 5 livros publicados da série Crônicas Saxônicas, do mesmo autor.

São livros razoavelmente simples, de fácil leitura, apesar de serem bem descritivos. Não tanto a ponto de afastar um leitor preguiçoso como eu. Lembro bem quando li Senhora, de José de Alencar. O livro é tão denso e a narrativa tão cheia de detalhes que me davam sono só de ler meia página. Eu prefiro livros mais dinâmicos, com narrativa mais rápida. Talvez por isso eu leia tantos best sellers.

Anyway, por algum motivo, ao invés de começar a ler as Crônicas Saxônicas, resolvi reler o Hobbit. Com tantos livros novos e ainda não lidos, eu vou justamente para algo que eu já li tantas vezes que até perdi a conta? Pois é, Tolkien tem este efeito.

E sim, eu não sei exatamente o real motivo deste post.

A Copa, a memória e dois pesos, duas medidas

Eu tenho um problema: sempre sou o do contra.

Hoje tivemos mais um jogo do Brasil na Copa do Mundo. Até aí, nada demais, e pra mim nada de grande importância. O Brasil ganhou… ok, legal, divertido, mas quando termina, continuo minha vidinha, move on. O que me deixou realmente impressionado foi a reação no Twitter logo depois do jogo, quando me deparo com um certo Juiz Ladrão nos trending topics.

Certo, estão chamando de ladrão aquele mesmo árbitro que deixou o Luiz Fabiano tocar duas vezes com o braço antes de fazer o gol.

Até aí, nada de mais, imbecilidade comum em torcedores de futebol: o meu é melhor que o seu; pro meu time o juiz nunca rouba, e por aí vai. Briga pra ver quem tem o pinto maior, sabe? Estamos acostumados com isso no futebol nacional.

O que realmente me impressionou é que esses mesmos torcedores fanáticos que exaltam a, como direi, esperteza do Luiz Fabiano execraram o Thierry Henry naquele lance pelas eliminatórias contra a Irlanda. Falaram que a França não merecia estar na copa, falaram que o Henry deveria queimar na fogueira.

Qual a diferença? Agora, que é do nosso lado, nada aconteceu. Pior, foi um golaço do Luiz Fabiano, e ninguém mais lembra do detalhe dos dois toques no braço.

É, se é assim, eu prefiro ser do contra a ser mais um torcedor imbecil. Ou hipócrita.

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Finalmente, foi superado o trauma do primeiro post, ainda agravado por uma mudança de ferramenta. Ainda estou tentando descobrir duas coisas: primeiro, um bom e agradável layout; segundo, saber exatamente o que colocar nesta caixinha de texto.

(…)

E eu continuo minha saga com o famigerado ORM do Cakephp. Na maioria das vezes, é só um inconveniente. Algumas, é realmente irritante.

Precisei fazer uma busca em uma tabela utilizando um valor que deveria ser buscado a 4 relacionamentos de distância. Até aí, nada demais, penso eu. No Rails, eu poderia utilizar uma cascata de :include e :through, dependendo do caso. Então eu creio que, no Cake, eu possa fazer simplesmente:

$this->ModelName->recursive = 4;
$this->ModelName->find('ModelDistante.field = ' . $value);

Certo? Claro que não. Após alguns minutos revirando o código, eu resolvo mudar o log para exibir as queries executadas. Para minha surpresa, apenas a primeira recursividade é utilizada na primeira query. Após isto, o Cake vai iterando pelo resultado e resgatando os dados relacionados aos demais níveis da recursividade. Bizarro.
A solução é criar a query (utilizando o método Model::query()) na mão, o que é um tanto ilógico já que se opta a utilizar um ORM para não precisar fazer o trabalho duro.
Ainda bem que foi a primeira vez em mais de um mês no projeto. No mais, o Cake tem se mostrado um framework razoavelmente bom. Tem várias limitações, claro. Espero que em versões futuras mudem o ORM.

Primeira postagem… sobre o quê?

Qual o foco deste blog? Sei lá, talvez uma espécie de “meu querido diário…”. Ou quem sabe só uma ferramenta para descarregar o estresse escrevendo besteiras e xingando a mãe dos outros. Que seja.

(…)

Tive, finalmente, a felicidade de terminar o primeiro projeto usando o CakePHP. Conclusões? Se puder, use Rails (ou o Symphony, caso queira mesmo continuar com o PHP).
Não que o CakePHP seja de todo ruim… Só tem um longo caminho a evoluir, principalmente o ORM. Não sei quem teve a idéia de criar a recursividade ao se resgatar dados de tabelas relacionadas, só sei que foi bem infeliz. Muito melhor criar um XML com os dados das tabelas, como no Symphony.
Além disto, eles tentaram copiar a idéia dos partials do Rails, mas todos os partials devem ser salvos num diretório “views/elements”, o que deixa tudo um pouco confuso.
Sempre li que o Symphony é muito inchado de features, muitas delas desnecessárias. Pode ser, mas ainda assim é melhor, já que funciona como deveria.